Inadimplência de veículos cresce: o que mostra o relatório da B3
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A inadimplência de veículos voltou a subir no Brasil. Entre pessoas físicas, o atraso acima de 90 dias passou de 5,15% da carteira em maio de 2025 para 6,46% em maio de 2026. Conforme o Banco Central, o dado aparece no relatório mais recente da Trillia, o negócio de dados da B3. Ao mesmo tempo, o crédito automotivo segue em alta. Ou seja, a carteira cresce, mas a qualidade dela piora.
Por isso, esse descompasso deveria estar no radar de bancos, financeiras, seguradoras e escritórios de cobrança. Afinal, é ele que define quanto custa recuperar crédito com garantia veicular nos próximos meses.
Inadimplência de veículos em números: o que mostra o relatório da B3
O relatório Mercado de Financiamentos de Veículos, edição de junho de 2026, reúne os dados de financiamento da B3 e os dados de crédito do Banco Central. Em resumo, os principais números são estes:
| Indicador | Antes | Agora |
|---|---|---|
| Inadimplência acima de 90 dias (pessoa física) | 5,15% (mai/25) | 6,46% (mai/26) |
| Inadimplência de 15 a 90 dias (pessoa física) | 6,84% (mai/25) | 7,16% (mai/26) |
| Inadimplência acima de 90 dias (pessoa jurídica) | 3,33% (mai/25) | 5,31% (mai/26) |
| Veículos financiados no mês | 560 mil (jun/25) | 620 mil (jun/26) |
| Veículos financiados no ano | 3,407 milhões (1º sem/25) | 3,778 milhões (1º sem/26) |
| Saldo da carteira de crédito para veículos | R$ 544 bilhões (fim de 2025) | R$ 554 bilhões (mai/26) |
Além disso, a faixa de 15 a 90 dias funciona como termômetro antecedente. Portanto, a alta nessa faixa indica que mais contratos devem chegar ao atraso longo nos próximos meses.
Enquanto isso, o volume segue forte. Em junho de 2026, o país financiou 620 mil veículos, alta de 10,7% sobre junho de 2025, mas com recuo de 1,6% frente a maio. Já no primeiro semestre, foram 3,778 milhões de veículos financiados, crescimento de 10,9%. Além disso, o saldo da carteira chegou a R$ 554 bilhões, avanço de 9,5% em doze meses.
Por que a inadimplência de veículos pesa tanto para o credor
Para uma instituição credora, cada ponto de inadimplência no crédito automotivo não é só um número de relatório. Na prática, é provisão adicional, custo de cobrança e capital preso em ativos que ainda precisam ser localizados e retomados.
Em primeiro lugar, o financiamento de veículos tem uma vantagem estrutural: a alienação fiduciária. No entanto, tem também uma dificuldade prática, porque o bem se move, muda de cidade e às vezes muda de mãos sem registro. Assim, o valor da garantia só existe de verdade se o credor agir dentro do prazo. Depois disso, a depreciação, o desgaste e o sumiço do veículo corroem a chance de recuperação.
Com a inadimplência de veículos subindo mais rápido do que a carteira, o ciclo fica mais apertado. Assim como entram mais casos em atraso, cresce a pressão sobre cobrança e jurídico. Por outro lado, sobra menos tempo para decidir onde vale investir esforço de recuperação.
Quando o veículo em garantia “some”
Então é nesse ponto que o relatório vira operação. Na busca e apreensão de veículo, o problema costuma ser simples e recorrente: o endereço do contrato não é mais onde o devedor, ou o veículo, está.
Primeiramente, o mandado sai e o oficial de justiça vai ao local. Então ele volta com diligência negativa. Enquanto isso, a financeira paga custas, perde tempo e ainda não sabe se aquele processo tem chance real de sucesso.
Logo, multiplique isso por uma carteira inteira em atraso. Desse modo, decidir em quais casos ajuizar deixa de ser uma decisão baseada em evidência e vira uma aposta no escuro. Sem informação atualizada sobre o veículo, o credor gasta com processos que dificilmente terminam em apreensão. Ao mesmo tempo, casos com alta chance de recuperação ficam parados na fila e perdem valor a cada mês.
Como reduzir o custo da inadimplência de veículos na recuperação
A saída é trocar o dado cadastral estático do contrato por evidência atualizada sobre o veículo. Sobretudo, é essa lacuna que a Carbigdata ajuda a fechar, com inteligência veicular baseada em evidência de circulação. Além disso, não vendemos rastreador nem instalamos equipamento no veículo. Da mesma forma, não dependemos da cooperação do devedor.
Para quem lida com inadimplência e recuperação de crédito, cinco soluções se conectam direto com a rotina do credor:
- CarTracking: qualifica a circulação de toda a carteira em lote. Assim, mostra quais veículos circulam, onde e com que intensidade, e ajuda a priorizar cobrança e ajuizamento.
- Search: consulta, sob demanda, a última localização e o histórico de circulação de uma placa. Dessa forma, o mandado de busca e apreensão sai com endereço atualizado.
- Pátios: identifica quando um veículo da carteira entra em um pátio. Com isso, o credor evita o acúmulo de diárias e o desgaste do bem, como mostramos no artigo sobre o custo de descobrir tarde que o veículo está no pátio.
- Cerca Eletrônica de Carteira: gera alertas pelo comportamento geográfico da carteira. Então a equipe age antes que o prejuízo se consolide.
- Base Nacional de Circulação: apoia quem precisa recalcular safras e modelos preditivos de risco com dado de circulação real.
Em suma, a lógica central é simples. Assim, a decisão de recuperação passa a usar evidência atualizada, e não um cadastro que pode estar parado há meses. Isso não garante a localização de um veículo específico. Porém, aumenta a chance de recuperação e acelera a localização quando a informação existe. Logo, só isso já muda a produtividade de uma operação de cobrança inteira. Veja também como funciona o nosso decisor de ajuizamento.
Quanto da sua carteira em atraso ainda é recuperável?
Envie as placas e receba uma análise de quais garantias têm sinal recente de circulação.
Próximo passo
Com a inadimplência de veículos em alta, vale revisitar como sua instituição decide onde investir esforço de recuperação. Se você atua em banco, financeira, seguradora, escritório de cobrança ou locadora, fale com o time da Carbigdata ou solicite uma análise da sua carteira.
Fonte dos dados: relatório “Mercado de Financiamentos de Veículos”, Trillia/B3, edição de junho de 2026. Os dados de crédito e inadimplência são do Banco Central do Brasil, com referência a maio de 2026. A análise e as conclusões deste artigo são da Carbigdata.
